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Longe do meu gato de estimação

quarta-feira, junho 8, 2011

Morei mais de 5 anos com as mesmas duas amigas, os gatos dela e um meu. Na primeira semana fora da casa dos meus pais, adotei o Tico, esse ruivinho da foto.

Lembro como se fosse hoje: era sábado e fomos até a Cobasi da Imigrantes. Decepção total, pois não havia nenhum bicho para adoção. Então fomos rumo a outra unidade, que estava lotada, difícil de estacionar e tudo mais. Lembro que entrei e procurei os gatos para adoção. De muito, mas muito longe mesmo, vi a gaiolinha com um loirinho-ruivo e milhares (exagero, óbvio) de filhotes pretinhos. Meus olhos encheram de lágrima e a primeira coisa que eu verbalizei foi “meu filho”. Amor à primeira vista.

Se você é do tipo de pessoa que acha babaca o amor entre humanos e bichos, nem leia o resto. Ah, e uma observação: te acho meio idiota, desculpe, mas acho.

Prosseguindo: vi aquele gatinho laranja dormindo no meio de um monte de pretinhos agitados, todos muito bebês. Corri até a gaiola e pedi para pegá-lo. Não quis mais larga-lo e nem ele a mim naquele instante. Muito amor.

Há um procedimento padrão para adoção na Cobasi, na qual se paga uma taxa simbólica, na época algo em torno de uns 30 reais se não me engano. É que os filhotes lá expostos são recolhidos e cuidados por grupo. o dinheiro ajuda nas vacinas, ração, areia e todos cuidados para que consigam cuidar de mais bichos. Mas havia um problema: não aceitavam cartão e eu não tinha dinheiro. Meio a contragosto, minha amiga foi até o Itaú pra mim, pois eu não queria largar o bichinho, que dormiu na minha mão até ela voltar (valeu, Li!).

Voltei olhando hipnotizada pra ele. Nunca tive bichos de estimação reais – nào considero peixes, coelho, pintinhos e hamsters como parceiros, rs. E sempre sofri com rinite alérgica. Eu e praticamente minha família toda. Como eu amenizei isso é outra história.

Bom, Tiquinho era pequeno demais, magrelo, estava com os bigodes cortados e meio sem senso de direção por conta disso. Foi chamado de Tico-Tico porque não era só “um tico de gato”, era um tico do tico de tão pequeno.

Ele ainda tinha os pontos da cirurgia de castração e uma suspeita de sarna. Foi medicado e eu passei uma semana tomando banho de sabonete de enxofre, já era a pessoa da casa com mais contato com ele. Até que um dia, uma das minhas amigas e flatmates viu que a orelhinha dele estava praticamente transparente. O nariz, que tinha um machucado, estava pior. Descobrimos que ele tinha um fungo que estava corroendo sua pele. Foi desesperador, longos 40 dias de aplicação local e via oral, o inferno na terra pra qualquer gato – ou pra maioria deles. Quem tem sabe o tanto de arranhões e o stress que é alicar remédio via seringa na boca do gato. Enfim, ele ficou bem, encorpou e virou um gatão. ok, menos, um gato parecido com o gato de botas do shrek, uma preguiça a la Garfield e uma pança mole que balança quando ele passa, puro charme! Logo ganho muitos apelidos como Ticão, Tico, romance (ele é apaixonado por uma das minhas amigas que morava comigo), Ronaldinho (gordo e preguiçoso), ruivo, alemão, loirinho, vassourinha (adora procurar qualquer resquício de farelo de pão ou comida no chão)… hahaha

Sei que é piegas, brega. Mas com um bicho tão próximo aprendi a ser mais carinhosa e, juro, nunca mais me senti só. Namorado, falta de um, dias difícies: meu gorducho sempre foi tão carinhoso e presente que não tem tristeza que durasse com ele perto. Ai que saudades só de escrever isso…

Nossa rotina: no fim da madrugada ele vinha pra minha cama, deitava na minha cabeça, ao meu lado e, nos dias frios, pedia com a patinha pra entrar debaixo das cobertas, onde dormia abraçado comigo, com a cabeça no meu braço. De manhã, mesmo que eu levasse 3 mil horas pra levantar, ele me esperava quietinho para sairmos do quarto. Eu entrava no banho, ele entrava no box e pedia água quente do chuveiro, por muito tempo dada em conchinha na mão, que era colocada num pote.

Enfim, são tantas fofuras, como um charme que ele inventou pra ganhar carinho. Ele deita de lado, e fica esfregando uma patinha no rostinho enquanto mostra a lingua repetidas vezes. Eu sei, é engraçado, mas num bichinho fica fofo demais. E ele é pedinte de comida. E azedo. E metódico. Como eu amo meu filhote felino!!

Ele não pôde vir comigo pro apartamento, pois o proprietário (um puto) não aceita nenhum bicho. E só vi isso no dia de assinar o contrato, após 3 meses desesperadamente atrás de um lugar tendo que mudar pra ontem. Gostaria de estar em uma situção onde poderia procurar outro imóvel e levá-lo comigo, mas infelizmente a vida tem dessas às vezes. A parte boa: as madrinhas (flatmates e amigas) já haviam se oferecido pra ficar com ele. E na verdade eu andava pensando se, pro gato, seria melhor ficar com sua família felina, que ele ama tanto. Seria muita dó separá-lo do Haku, Léia e Neguinho, sua familinha amada, onde ele é querido por todos.

Visitei-o pela primeira vez quarta passada e ele estava ótimo, brincando muito. Fiquei aliviada, mesmo que dolorida de tanta saudade – coisa que sinto agora. Enfim, meu consolo é pensar que ele está melhor lá do que comigo. É, é a vida.

E então estamos em 2011

sábado, março 5, 2011

A parte boa de ter um blog sem compromisso com nada é a liberdade de poder parar de escrever. E de poder voltar quando bem quiser.

Nos últimos três meses sinto que passou um ano inteiro. Teve viagem, um começo-meio-fim, decisões profissionais importantes, problema de saúde em família, praia. Bom, na verdade teve mais coisa ainda, mas não é isso que importa. Hoje teve saudade, essa maldição se manifestando. E eu que achei que estava sendo fácil, me enganei.

Mas ok, passa. Sempre passa.

Arquivos do celular

domingo, novembro 21, 2010

Oi?

Até manequim paga peitinho hoje em dia.

Verona, um vício barato: a fatia custa R$ 4,90 na Bella Paulista e vem com a combinação catupiry + muzzarela + bacon frito + palmito.

Festa de lançamento do doc “Surf Afrika” , da revista Vice.


Trabalho.

Pena que as pessoas leem assim: “Faça um grandBLABLABLA WHISKAS SACHE”.

Bolo delícia do almoço de aniversário que ganhei da Van.

Acabei de concluir que a Debbie Harry tem cara de Barbie mesmo.

pés de cabrito do meu gato gordinho.

Não vou aderir

domingo, outubro 3, 2010

aos CLOGS. Não que eu embarque nas coisas, mas esse tamanco de madeira simplesmente NÃO DÁ.

e olha que sou um Chanel, hein

Não que alguém se importe, só queria compartilhar mesmo.

Dinosaur Jr.

sábado, outubro 2, 2010

Na última quarta-feira (29) cinzenta e meio chuvosa, concretizei algo que desejava quando tinha meus 14, 15 anos: ver o Dinosaur Jr. ao vivo em um clube pequeno. Acho que conheci a banda pelo vídeo de Start Choppin em 1993 e me apaixonei à primeira vista, literalmente.

O show foi no pequeno Comitê Club, com lotação esgotada há tempos, e a noite poderia ser descrita como uma reunião de um bando de indie old school com sorriso de orelha a orelha, cantarolando todos os hits: In a Jar, Feel the Pain, Out There, Freakscene, o clássico cover de Just Like Heaven (do The Cure), etc etc.

As distorções estavam lá, assim como os stage divings do público, a parede de amplificadores, a gritaria. Por mais que o mundo ame Lou Barlow, não conseguia tirar os olhos de J. Mascis e sua cabeleira branca. Mesmo tendo virado um tiozinho – sim, o tempo não perdoa -, tocou com vontade e fez todo mundo gritar e pular. Saí de alma lavada, feliz e com uma surdez temporária que me acompanhou por quase todo o dia seguinte. E sei que muita gente sentiu o mesmo.

Feel the Pain [mega tremido, vale pelo som]:

ps: gravei 3 vídeos, mas e a preguiça de baixar e tudo mais? Um dia posto aqui.

No final do almoço

domingo, setembro 26, 2010

- Sabe, eu queria que meu futuro marido fosse um chef de cozinha com grana, só para cozinhar pra mim.  Adoro comer bem, mas detesto ir pro fogão. Se ele fosse meio rico, poderia ter o próprio restaurante e horários flexíveis para passar mais tempo em casa. Restaurante funciona à noite e fecha razoavelmente tarde.

- Mas se ele for rico, pode contratar uma cozinheira para trabalhar na casa de vocês. Problema resolvido.

- Por que não pensei nisso de cara?

- Você gosta de complicar as coisas.

Não tenho vocação

segunda-feira, setembro 20, 2010

pra morrer de amor, pra sofrer platonicamente, pra caras confusos, pra relacionamento por conveniência, pra suprir carência alheia, pra infelicidade.

Me dei conta

domingo, setembro 19, 2010

de que não sou uma pessoa saudosista. Explico: me surpreendi ao notar que  não sinto saudades, por melhor e mais feliz que tenho sido, de épocas específicas da minha vida. Guardo lembranças especiais com carinho, mas não acho que o passado supere o presente ou o futuro.

Tenho ânsia pelo que está por vir e realmente não consigo descrever essa sensação, mas me surpreendi positivamente com o desapego. Acho que me libertei de alguma coisa que eu não sei o que é.

Certeza

terça-feira, setembro 14, 2010

que um dos pontos altos no filminho da minha vida, exibido pouco antes da morte, será rever coisas surreais como amigos tietando Sérgio Mallandro na pista do show do Radiohead no ano passado. Até hoje fico rindo sozinha, às tentando disfarçar o som, quando essa cena me surge aleatoriamente na memória.

Pedinte

segunda-feira, setembro 6, 2010

Ei, Calebe!

Quero muito uma ampliação dessa foto, com dedicatória e tudo mais. Já te falei que sou apaixonada por essa imagem (direitos reservadosCopyright) e por essa praia, não?

Conheci por dica sua:

Para conhecer o trabalho do fotógrafo Calebe Simões:

http://calebesimoes.blogspot.com

http://www.flickr.com/photos/calebesimoes

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